Esta publicação contempla visões de mundo bastante diferentes, mas que possuem em comum a expressão ou visualização de um mundo pessoal. Talvez escape do filtro da autocensura – fato comum e banal desde que o homem se constitui como um ser que age sob impulso de vedar toda luz que, insistentemente, procura entrar ou sair de si. E a importância ou interesse maior dos três é exatamente o exercício de irromper para o exterior realidades latentes em regiões remotas, pouco visitadas, que residem onde nenhuma razão jamais pisou. Caminhantes, cada um fala de si para si e para o outro, vereda onde aurora e crepúsculo se confundem em possibilidade da existência do Uno. Filósofos-poetas e poetas-filósofos sabem disso há milênios.

ALESSANDRA JANTORNO alude explodir em mutações poéticas dentro de possibilidades contidas no humano transfigurado. Aborda a incerteza ou probabilidade do mitológico jamais tê-la abandonado, como se a consumação de um fato funcionasse em função de motivo poético, licença de transformação do limitado em infinito.

ALINNE MANSO provavelmente transforma o olhar, ouvir e pensar em uma outra dimensão, onde a revisão de histórias recontadas encontram determinado fluxo, buscando transformar o mundo em outro também mundo. Como se não tivesse limite a hibridez entre o saber (sapiens) e o fazer (faber), adentra o incansável mas suave caminho de uma experimentação constante de si e da matéria do/no mundo.

CÉSAR COLA tanto faz se encanta ou desencanta, pois seu gesto sobre o papel é dominado pela arte em si, como se penetrando um vácuo onde o tempo perde seu sentido cronológico. Mergulha na essência e na existência efêmera em longevidade. Ars longa, vita brevis, em busca de determinado imediatismo comunicativo e expressivo, aliando-se a passageiros em uma terra de bárbaros.





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