Humanização da Santa Casa de Misericórdia de Vitória por meio da Arteterapia
O projeto foi uma ação de humanização hospitalar por meio da Arteterapia. A arteterapia é uma profissão que mescla saúde, educação, psicologia e arte. O projeto “Arte na Casa, Saúde na vida” foi uma parceria firmada entre o Instituto Fenix de Ensino e Pesquisa, a Santa Casa de Misericórdia de Vitória, a AARTES- Associação de Arteterapia do Espirito Santo e demais parceiros. Com objetivo de fornecer uma nova contribuição multidisciplinar para os profissionais, nosso intuito nesse projeto foi conceber estágios para nossos alunos e concomitantemente aprimorar um trabalho de humanização hospitalar na Santa Casa de Misericórdia de Vitória.


HISTÓRIA DA SANTA CASA
A história da Irmandade da Santa Casa de Vitória se confunde com a história do Estado do Espírito Santo e com a fundação das Santas Casas no Brasil, tendo sido a segunda a ser criada, entre os anos de 1545 e 1551, por Vasco Fernandes Coutinho, junto à igreja mais antiga do Estado, a de Nossa Senhora do Rosário, na Vila Velha, com o nome de Irmandade da Misericórdia do Espírito Santo.
Não há documentos sobre a sua transferência para a Vila de Vitória. Julga-se que, no dia 10 de junho de 1605, instituíra-se e fundara-se o Hospital da Caridade de N. Senhora da Misericórdia, e julga-se, também, ter sido nesta época a sua transferência para junto da Capela da Misericórdia, no Largo Pedro Palácios.
Sabe-se que no monte da antiga fazenda do Campinho, doado em 06 de junho de 1881 por sua proprietária D. Maria de Oliveira Subtil à Irmandade, foi construído o Hospital da Santa Casa, onde funciona até hoje, porém é desconhecida a data da sua construção. Parte da construção atual foi inaugurada em 1910.
A Bandeira da Irmandade da Misericórdia do Espírito Santo foi benta no dia 25 de setembro de 1868 e até hoje é símbolo da Irmandade.                                       
A época do projeto, a Santa Casa contava com aproximadamente 8.084 atendimentos ambulatoriais por mês, trabalhando com a capacidade de 100% dos leitos em funcionamento, sendo 92% dos atendimentos financiados por meio do SUS. Na sua estrutura contava com 214 leitos e 1180 internações e ainda com a colaboração de 1100 funcionários.

POR QUE UTILIZAR A ARTETERAPIA COMO RECURSO EXPRESSIVO NO HOSPITAL?
A arteterapia por meio de seus dispositivos atua na Humanização hospitalar, trabalhando no resgate da auto-estima, potencializa a criatividade, criando um ambiente motivacional e de equilíbrio diante das perdas e situações difíceis, Onde é comum o sujeito se sentir impotente diante do imprevisível do insolúvel e da dor, resgatando a ludicidade para o Hospital, transformando em  um ambiente mais alegre, diminuindo assim a carga de estresse que acarreta esse tipo de trabalho institucional. 

Além de atuar na apreensão do autoconhecimento, trabalhando a percepção de si e do outro com alteridade, transforma por meio de atitudes criativas limites em possibilidades, a doença como um caminho e não necessariamente como uma fatalidade. Resgatando e potencializando a qualidade do serviço prestado assim como o bem estar do trabalhador (MANSO, Glícia, 2012)

Aderindo a esse projeto a Santa Casa de Vitória saiu na frente com uma atitude pioneira dentro do Estado, pois são poucos hospitais no pais que aderiram essa demanda de humanização por meio da arte, mas os que se tem notícias, os resultados são surpreendentes, haja visto o  Hospital Escola da Universidade Estadual de Recife, onde o Medico Dr. Paulo Campello trabalha a arteterapia por meio da clinica geral  e ao atendimento neo-natal.
 
PALESTRA DE ABERTURA
A 1ª etapa do projeto consistiu em uma palestra de sensibilização no intuito de dar ciência aos profissionais, estudantes e pacientes que atuavam tanto na Santa Casa de Vitória quanto nas instituições parceiras do projeto.

Prof. Dr. Paulo Campello
Médico (1979) pela Faculdade Ciências Médicas-FCM da Universidade de Pernambuco. Pós-Graduação em Clínica Médica, Pneumologia e Medicina do Trabalho. Doutorando de bioética pela Universidade do Porto. Professor da disciplina de pneumologia e regente da disciplina de arteterapia da FCM-UPE. Membro do Grupo de Estudo de Humanização e Arte na Saúde FCM-UPE. Coordenação do Pós-Graduação lato sensu em humanização na área de saúde FCM-UPE. Cursando Formação Clínica em Arteterapia, Clinica Pomar-RJ. Membro das Comissões de Humanização da Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz-UPE e Conselho Regional de Medicina de Pernambuco. Membro da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática. Vice-Presidente da Associação Brasileira de Medicina e Arte-ABMA. Idealizador e coordenador do Programa: A Arte na Medicina às vezes cura, de vez em quando alivia, mas sempre consola-UPE. Músico. Curriculo Lattes

Profª. Drª. Alessandra Azevedo Jantorno
Psicóloga, especialista em Saúde Pública, pela Universidade de Ribeirão Preto, Gestão Estratégica em Organizações do Terceiro Setor, pela Faculdade Salesiana, Doutoranda em Educação, pela Universidade Federal do Espírito Santo. 

Profª Me. Glícia Manso  
Coordenadora do curso de Especialização em Arteterapia do Instituto Fênix - Graduada em Estudos Sociais pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora. Graduada em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Espírito Santo  (UFES). Especialista em Arteterapia em Educação e Saúde - Rio de Janeiro. Mestra em educação com ênfase em linguagem visual  pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).



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